
Um estabelecimento que atendemos vendia normalmente em um cartão-benefício. As vendas estavam lá, aprovadas, todos os dias.
Quando cruzamos venda por venda com o extrato do banco, a conta não fechou: em pouco mais de um ano, só metade do valor líquido esperado tinha chegado à conta.
Ninguém tinha percebido. E não por descuido. O dono de restaurante olha a maquininha e o movimento do dia. Ninguém tem tempo de comparar 600 vendas com dezenas de créditos no extrato.
Três lições desse caso
- Venda aprovada não é dinheiro recebido. A aprovação na maquininha só diz que a venda aconteceu. O que importa é o crédito no banco.
- Quem repassa pode atrasar ou parar de repassar sem aviso. Nenhum alerta foi enviado ao estabelecimento.
- Só a conciliação mês a mês mostra o problema enquanto ele ainda é pequeno. Um ano depois, o valor já era alto.
O que fizemos
Levantamos todas as vendas do período, separamos as que não tinham sido pagas e documentamos cada uma para a contestação. Depois disso, o estabelecimento passou a ter a conferência mensal.
Caso real, apresentado sem identificar o estabelecimento.


